Notadamente,
apenas grandes empresas consagradas, muitas vezes multinacionais,
são capazes de investir num projeto educativo coerente,
e que faça diferença na sua área de atuação.
Gostaríamos que os produtos educativos fossem mais corriqueiros
e ligados aos hábitos das empresas, e não apenas
uma expressão de responsabilidade social que até
atravessa uma espécie de modismo, mas esperamos que venham
a se tornar partes integrantes de nossas vidas, e não ferramenta
de marketing.
Com a lógica do capitalismo,
projetos educativos são as migalhas ou sobras que uma empresa,
farta e com excedentes, pode reverter à população
que a alimenta, esperando aceitação e obtenção
de uma áurea de solidariedade. Até o momento, é
assim que funciona; o que, em última análise, contribui
muito para elevação do nível de vida do país.
Porém, nao é suficiente. Seria melhor que a solidariedade
fosse inerente à nossa cultura, despojada de interesses
atachados.
Note, empresário, que temos
uma herança clássica, católica, onde, hoje,
dispensada a presença das decadentes igrejas, não
compramos mais santificações medievais, mas continuamos
a cumprir a nossa parte de bom samaritano. O que move o empresário
muitas vezes é o impulso de qualificar a população
para aumentar o mercado comprador de seus produtos.
Ninguém quer dispensar o lucro,
e, de vez em quando, soltamos uma migalha ou uma moedinha à
população carente, ou então queremos transformar
esta população em compradores ativos.
Estamos longe, portanto, de uma sociedade
realmente desenvolvida, livre da imposição do dinheiro,
cujo tema capital seria viver bem, tanto individual como coletivamente.
Esta onda que nos assola, pressionando-os a sair do buraco onde
nossa violenta civilização desembocou, tem haver
com o nosso ideal de realmente pertencer e viver a uma sociedade
altamente desenvolvida, nao tecnologicamente, mas espiritualmente
elevada, tendo como consequência natural desta elevação
um estilo de vida bastante satisfatório e não atordoado,
como é nossa realidade.
Em relação à
criação de objetos e ações educativas
estamos, portanto, como estávamos no início do movimento
ambientalista em defesa da preservação da natureza.
Antes, comentários, sonhos, ideais, lutas e alguns tiroteios.
Hoje, ONGs, leis, radares, grupos de voluntários, crianças
sendo educadas e uma série de atividades que são
o fruto dos primeiros esforços lançados há
algumas décadas atrás. A própria pulverização
do movimento ambientalista, em nichos cada vez menores de atuação,
como a defesa de um determinado tipo de primata ou de uma tartaruga
aquática, mostra que o ideal desceu da mera vontade e fincou-se
realmente em nosso cotidiano, através de milhares de ações
que vão sendo hoje tomadas livremente, em prol de um movimento
que mostrou-se completamente necessário e empolgante.
O motor do movimento ambientalista não é o lucro,
tão consagrado no estilo de vida americano, e também
muito bem representado por nós, ávidos brasileiros.
Neste sentido, estamos em uma fase
incipiente, embrionária, em relação à
prática de produzir projetos educativos e culturais, como
motor de gerador contínuo de nosso próprio bem-estar.
Tudo ainda é nascente, e nem mesmo ocupa um espaço
de consciência presente nos que decidem e liberam recursos
ou não, é quase uma necessidade insconciente, que
começa a despontar sem intenção precisa,
esta de termos de produzir, quando sobrar uma brecha, algo que
gere conhecimento desinteressado, sem obtenção do
escravizante retorno dos investimentos.
Uma das formas das empresas sentirem-se
satisfeitas, a largarem um pouco o medo da falta de retorno, a
ponto de poderem investir em projetos educativos, sem sofrerem
do pânico do nao retorno imediato dos investimentos, é
realizar produtos, mesmo que iniciativas pequenas, que visem o
bem-estar dos próprios funcionários e da comunidade
onde está instalada.
Um pequeno ato, como salvar uma tartaruga,
já funcionou no movimento ambientalista, e cresce até
hoje continuadamente. Pensamos ser assim a maneira correta de
iniciar hábitos saudáveis que impulsionem a geração
de uma sociedade melhor estruturada e justa, menos rígida
na sua própria ignorância e livre de ilusões
como a dos movimentos sociais coletivos.
Pensamos ser assim a maneira correta de iniciar, através
de pequenos ideais patrocinados.
Imaginemos um pequeno projeto educativo,
um pequeno ato, como uma ação cultural que ensine
uma criança os princípios de nutrição
e higiene. Supondo que você dispense um cd interativo, que
talvez saia caro, mas resolva fazer um simples folheto impresso.
Tal iniciativa já serviria como estímulo e para
quebra do medo (de perder dinheiro) e ajudaria muitas pessoas
a sua volta.
Tente contribuir.
É neste sentido que colocamos
nossos serviços, pois temos experiências em diversas
áreas de produção. Colocamo-nos a disposição
das empresas que querem criar ferramentas culturais, mesmo que
iniciais e pequenas, mas que sejam concretas e com possibilidade
de serem criadas com frequência.
Estamos a disposição para práticas onde as
empresas podem iniciar-se no campo da tão necessária
produção cultural e educativa, sem visar resultados
imediatos. Elas, com certeza, colherão bons frutos, e nós
estamos aqui para criar e ajudar nesta concretização.
Fale conosco.
Conheça os projetos
educativos e culturais da Fóton, ou traga-nos suas
próprias idéias.